O futuro movimenta-se ao sabor dos ventos.
O labor dos tempos que chegam e virão
Sem rumo certo,
Mesmo disperso e camuflado,
Tem um porquê.
O futuro é uma névoa,
Um caminho obscurecido pela distância.
E o dançar das eras,
Sem coerência entre os compassos,
Parece o bailado do coração
Que movimenta-se sem saber da dança,
E, mesmo criança, busca uma direção.
O desconhecer dos que vêm
E do que ainda há de ser
É o artista do véu sobre nossos olhos.
Do céu sobre os corpos
O mistério é o mesmo que turva a visão
Por isso é que só do usar dos sentimentos
É que construimos o catavento
Que nos indica para qual dos lados
Devemos soprar.
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