Wando era uma dessas pessoas que levam uma vida regrada, tudo nos eixos, obrigado. Era formado em administração, trabalhava num tipo de empresa que sempre aparece em filmes e nunca lia livros, com excessão daquele ótimo chamado 'A vida dos grandes estadistas'. Reservado como era, nunca fazia gentilezas ou olhava nos olhos de desconhecidos, muito menos conhecidos.
Eram quatro e cinco da tarde e Wano saíra mais cedo do trabalho, pois deveria estar as cinco e cinco no consultório do doutor Flores para fazer aqueles desnecessários exames médicos e que a companhia exigia periodicamente. o sinal acabara de fechar e Wando havia parado o carro (antes da faixa de pedestres e a um mentro do carro da fente, é claro), quando um rapaz magro, vestindo roupas descombnadas e sobre uma bicicleta apareceu pela janela do seu carro e falou como quem estivessem conversando com um amigo de longa data:
- Tarde qunte, hein?!
Wando, tomado de assalto, odiou aquele jvem de imediato, mas, o que acontecia raramente, continuou a encarar o rapaz, que lhe falou:
- Pois é, as vezes a pessoa pára pra pensar nas coisas que planejava quando era mais nova e vê como o mundo muda e a carrega consigo... Meu caso, por exemplo, queia ser arqueólogo mas como queria ser independente e gahar dinheiro rápido, acabeu optando pelo curso do momento e fiz economia. Hoje, procurando minha calculadora, acabei encontrando uma caixa de guardados e relembrei toda minha história, das coisas que pensava, minha bicicleta... esolvi dar uma volta por aí...
O sinal abriu e Wando foi obrigado a proseguir o fluxo de carros que se formara a partir do sinal, mas com o pensamento longe. Olhava vagamente as ruas a frente, pois n sua cabeça sé estava a imagem de 20 anos atrás, seu cabelo comprido, as oupas folgadas e coloridas e a alegria da juventude que se transformaria em frustação depois da descoberta da rotina e da responsabilidade.
Tainan Fernandes
21/08/2007
Bem simples, mas gostoso de ler.
=)
Um comentário:
bem infantil na verdade, mas gosto de ler
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