quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Wando era uma dessas pessoas que levam uma vida regrada, tudo nos eixos, obrigado. Era formado em administração, trabalhava num tipo de empresa que sempre aparece em filmes e nunca lia livros, com excessão daquele ótimo chamado 'A vida dos grandes estadistas'. Reservado como era, nunca fazia gentilezas ou olhava nos olhos de desconhecidos, muito menos conhecidos.
Eram quatro e cinco da tarde e Wano saíra mais cedo do trabalho, pois deveria estar as cinco e cinco no consultório do doutor Flores para fazer aqueles desnecessários exames médicos e que a companhia exigia periodicamente. o sinal acabara de fechar e Wando havia parado o carro (antes da faixa de pedestres e a um mentro do carro da fente, é claro), quando um rapaz magro, vestindo roupas descombnadas e sobre uma bicicleta apareceu pela janela do seu carro e falou como quem estivessem conversando com um amigo de longa data:
- Tarde qunte, hein?!
Wando, tomado de assalto, odiou aquele jvem de imediato, mas, o que acontecia raramente, continuou a encarar o rapaz, que lhe falou:
- Pois é, as vezes a pessoa pára pra pensar nas coisas que planejava quando era mais nova e vê como o mundo muda e a carrega consigo... Meu caso, por exemplo, queia ser arqueólogo mas como queria ser independente e gahar dinheiro rápido, acabeu optando pelo curso do momento e fiz economia. Hoje, procurando minha calculadora, acabei encontrando uma caixa de guardados e relembrei toda minha história, das coisas que pensava, minha bicicleta... esolvi dar uma volta por aí...

O sinal abriu e Wando foi obrigado a proseguir o fluxo de carros que se formara a partir do sinal, mas com o pensamento longe. Olhava vagamente as ruas a frente, pois n sua cabeça sé estava a imagem de 20 anos atrás, seu cabelo comprido, as oupas folgadas e coloridas e a alegria da juventude que se transformaria em frustação depois da descoberta da rotina e da responsabilidade.
Tainan Fernandes

21/08/2007


Bem simples, mas gostoso de ler.
=)

Um comentário:

Tainan Fernandes disse...

bem infantil na verdade, mas gosto de ler